Entenda Mais sobre Regime de Competência e Regime de Caixa

O Regime de Competência e o Regime de Caixa são métodos de apuração dos diversos “Movimentos” Financeiros realizadas pelos Gestores Financeiros e Contábeis.

Qual é a diferença entre Regime de Competência e Regime de Caixa ?

Ambos são importantes e devem ser analisados pois o Regime de Competência tem uma visão Contábil e foco no momento que acontece o Fato Gerador sem se preocupar com a data de Recebimento ou Gasto. Este é o método de apuração Demonstrativo de Resultado – DRE que informa o Lucro ou Prejuízo.

Já o Regime de Caixa analisa o momento exato que acontece o mesmo Recebimento (Receita) ou Gasto (Despesa, Custo ou Investimento), ou seja, a data que ocorreu o desembolso ou que entrou na Conta Corrente ou Caixa da Empresa. É o Demonstrativo de Fluxo de Caixa – DFC responsável por controlar estas movimentações e sua principal função é informar a situação das Disponibilidade Financeira, se tem Dinheiro para honrar os compromissos.

Exemplo:

  • Foi Vendido um produto ao Preço de Venda de R$ 50.000,00 (Sendo á receber 50% á vista e 50% em 30 dias)
  • Custos de Aquisição de Mercadoria para Revenda  R$ (20.000,00) (á pagar em 30 dias)
  • Despesas Operacionais R$ (20.000,00) (á pagar á vista)

Resultado pelo Regime de Competência:

  • R$ 50.000,00 (venda) – R$ 20.000,00 (custo) – R$ 20.000,00 (despesas) = R$ 10.000,00 (Lucro)

Resultado pelo Regime de Caixa:

  • R$ 25.000,00 (recebido no caixa) – R$ 20.000,00 (despesas pagas á vista) = R$ 5.000,00 (Saldo de Dinheiro em Caixa)

 

Fica claro que ambos Regimes são e devem ser utilizados e analisados pois se complementam. Tando o Demostrativo de Resultado como o Demonstrativo de Fluxo de Caixa são ferramentas que apontam vários Indicadores de Desempenho Operacionais e Não Operacionais.

Temos que ser muito criteriosos a aprofundar as informações pois ambos Demonstrativos tem seus pontos fracos, o DRE não está preocupado com o Caixa da Empresa podendo ficar sem Disponibilidade Financeira e assim provocar o Endividamento. Já o DFC não mede o Resultado Operacional, achar que só porque teve uma boa entrada no Caixa terá Lucro ou ao contrário não é verdadeiro.

Saber calcular a Necessidade de Capital de Giro, um Caixa de segurança mínimo, é muito importante e com estes Demonstrativos somados a Necessidade de Estoque pode ser calculado, mas este será tema de outro artigo.

 

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BÔNUS ! 

Tanto nas Finanças Pessoais como nas Organizações dizer que gastar menos do que recebemos é o lógico é obvio, porém na prática é mais complexo do que parece e entender a diferença destes conceitos é vital:

Qual a diferença entre Situação Econômica e Financeira ?

  • Situação Financeira: de uma Pessoa Jurídica ou Física é que esta considera os Recursos Disponíveis (sua Liquidez), ou seja a capacidade de pagar seus compromissos, comparando com nosso corpo humano seria nosso pulmão, aparelho respiratório, a capacidade de respirar.
  • Situação Econômica: apura Lucro ou Prejuízo e leva em consideração o Patrimônio (Bens e Ativos), comparando com nosso corpo humano seria nosso sangue, coração, aparelho circulatório, a vida da empresa.

Quer dizer que ambas estão relacionadas mas não necessariamente na mesma situação:

  • Pode ter uma Situação Financeira ruim e uma Situação Econômica boa
  • Pode ter uma Situação Econômica ruim e uma Situação Financeira boa
  • Podem ser ambas boas
  • Podem ser ambas ruins
  • A situação Econômica se mede pela Capacidade de gerar Riqueza, Lucratividade, Rentabilidade, Produtividade, ou seja Apuração de Resultados. Não está preocupado em saber se pagamos as contas mas temos Lucro ou Prejuízo
  • A situação Financeira se mede pela capacidade de pagar seus compromissos, ou seja, se o Ativo Circulante – Contas á Receber – for maior que o Passivo Circulante – Contas á Pagar – a situação é positiva. Caso contrário será negativa. Está preocupado se temos recursos suficientes para pagas as contas ou se vamos gerar dívidas.

Exemplo:

  • A Empresa XPTO tem uma reserva investida no valor de R$ 100.000
  • As saídas operacionais mensais são de R$ 30.000 (Contas á Pagar da Empresa)
  • As entradas operacionais mensais são de R$ 20.000 (Contas á Receber da Empresa)
  • Diferença mensal no Caixa de R$ (10.000) (Resultado Operacional da Empresa)

Resultado:

A Situação Econômica está boa mas a Situação Financeira está ruim, se as saídas e entradas continuarem assim nos meses futuros e nada for feito em 10 meses a Situação Econômica estará ruim também, pois todo mês precisará resgatar dinheiro na sua reserva vai acabar. A Empresa XPTO não gera “Caixa”.

Se não existisse a reserva de dinheiro de R$ 100.000, a situação Econômica também estaria ruim e além de não Gerar Caixa, não teria Recursos Próprios para cobrir os Dívidas, tendo que captar Recursos de Terceiros a um custo elevado (O exemplo poderia ser ao contrário se invertemos os valores das saídas e entradas)

 

Algumas Metas Econômicas e Financeiras a serem medidas:

  1. Lucratividade: representa quando a empresa ganha depois de pagar tudo. O percentual de Lucratividade é a divisão do Lucro Líquido pelo total da Vendas. É resultado do volume vendido e ajuda a financiar o Capital de Giro e Investimentos.
  1. Rentabilidade: é o Retorno de todo o investimento (esforço) que geramos para obter o Lucro Líquido. O  Lucro Líquido dividido pelo Investimento representa o percentual de Rentabilidade. Assim podemos saber em quanto tempo o Investimento é recuperado, chamado de Retorno do Investimento. Diz quanto o negócio é viável Economicamente.
  1. Fluxo de Caixa: demonstra o cenário Financeiro, ou seja, as Disponibilidades de Caixa que a empresa tem para enfrentar e garantir sua sobrevivência

 

O Que todas as Fontes Provedoras de Recursos voluntariamente colocados no Empreendimento tem em comum ?

Resposta:           Serem Remunerados !

Faz parte dos aspectos Financeiros e Econômicos e está diretamente relacionada com a Fonte ou Origem dos Recursos, ou seja, de onde vêm o dinheiro a investir e financiar o negócio. P

Podem ser Próprios (Investimentos dos Proprietários) ou de Terceiros (Obrigações Exigíveis) que geram dívidas e em geral custam mais para a empresa.

Quanto mais Capital de Terceiros mais alto é o Endividamento !

Devemos analisar constantemente o potencial para obter Recursos seja de Capital Próprio e de Terceiros tendo em vista a qualidade e quantidade dos Recursos sem provocar o enfraquecimento, ou seja, sem comprometer as operações da Empresa.  Comparando com o corpo humano seria o estômago, o aparelho digestivo, o tipo de alimento que a empresa utiliza para viver, este pode ser bom ou ruim. Os Recursos Próprios são geralmente melhores.

O objetivo dos artigos seguintes é apresentar repostas ! 

Espero que tenha sido útil ! na Parte 04 vamos continuar a falar dos 4 Demonstrativos Obrigatórios na Administração Financeira , continue lendo e pode curtir e enviar mensagens !

Obrigado !

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About The Author

Alvaro Kovachy

Tenho 58 anos, 25 de casado e 39 de experiência profissional em Cargos Gerenciais e Direção, Funções Comerciais, Administrativas e Financeiras junto a empresas Nacionais e Multinacionais. Consultor, Assessor e Treinador Gerencial, prestando serviços para as micro, pequenas e médias empresas agregando valor e informação nos processos, produtos e pessoas afim de tornar seus Negócios Mais Lucrativos

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